The Águas Livres Aqueduct at Vale de Alcântara

 

Alexandre Jean Noel (drawing)

J. Wells (print)

18th century

Coloured lithograph

Dimensions: 485mm X 665mm

MC.GRA.219

Palácio Pimenta

Representação do Aqueduto das Águas Livres, inserido na paisagem rural do Vale de Alcântara.

Até meados do séc. XVIII, o abastecimento de água à população de Lisboa efectuava-se com recurso a poços, fontes e chafarizes que captavam água em profundidade, proveniente de nascentes. 

Com o aumento populacional que se acentuou fortemente a partir da época dos Descobrimentos e com o crescimento urbanístico da cidade para ocidente, ocorrido desde o séc. XVI, o problema do abastecimento de água a Lisboa tornou-se numa realidade incontornável. Para o seu abastecimento, a população deslocava-se aos chafarizes existentes.

No reinado de D. João V, na tentativa de resolução desta situação, por alvará régio de 12 de Maio de 1731, dá-se início ao programa construtivo do Aqueduto das Águas Livres e respectivos ramais, que se prolongou até ao séc. XIX. 

Com a construção do aqueduto das Águas Livres, a partir de meados do século XVIII, a paisagem rural do termo de Lisboa sofre significativa transformação, bem exemplificada nesta gravura. Aqui, o monumento, com a imponência dos seus arcos quebrados, domina a paisagem. Ao centro, destaca-se  um arco de maior largura, local por onde passava a Ribeira de Alcântara.