A Luz de Lisboa
17 Jul 2015 a 27 Mar 2016
Exposição temporária

A Luz de Lisboa teve como objectivo apresentar, pela primeira vez, uma exposição sobre o fenómeno mundialmente reconhecido da luz natural de Lisboa, luz considerada única e especial que continua a encantar todos os dias portugueses e estrangeiros, questionando a nível científico a especificidade da luz de Lisboa e ajudando a compreender as suas singularidades objetivas e subjetivas que concorrem para a tornar tão especial.

Comissariada pela Profª Doutora Ana Eiró, professora de física e ex-diretora do Museu Natural de História Natural e da Ciência, e por Acácio de Almeida, diretor de fotografia no cinema português e estrangeiro, a exposição A Luz de Lisboa contou ainda com a parceria do programa Imagens de Marca e com o envolvimento da Fundação EDP, do Museu Nacional de Arte Contemporânea, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, da Videoteca de Lisboa e do Arquivo Fotográfico Municipal, entre outras instituições.

Considerada como o ícone imaterial da cidade por excelência, a luz de Lisboa tem sido celebrada por poetas e escritores, pintores e outros artistas, captada pelos mais reputados fotógrafos e cineastas, lisboetas ou não, nacionais ou estrangeiros. Mas, o que torna esta luz tão especial?

Olhar a luz

O encanto da luz de Lisboa é o resultado da combinação subtil de uma multiplicidade de fatores, desde a natureza da radiação solar e dos efeitos meteorológicos, que permitem entender a existência da dias particularmente límpidos, até à topografia da cidade e aos materiais utilizados nas construções. Colinas abertas para os vales desembocando no rio, favorecem dispersões e reverberações da luz no casario de cores quentes, reflexões intensas no espelho de água a sul e a poente.

No início desta exposição desafiávamos o visitante a olhar a cidade, tomando consciência da luz que atravessava, como se de um voo de um pássaro sobre Lisboa se tratasse. Questionávamos essa luz e as suas propriedades, olhávamos para os materiais da fachadas e de pavimentos, detínhamo-nos a pensar sobre a meteorologia, a principal responsável pelas condições, sempre diferentes, das luminosidades especiais de uma cidade disposta em anfiteatro sobre o rio.

Sentir a Luz

É esta Lisboa que acolhe residentes e visitantes de forma calorosa que, também pela qualidade da sua luz, tem sido estímulo para muitas manifestações de literatura e de cultura visual. A segunda parte da exposição levou assim à descoberta de trabalhos artísticos de inícios do século XX até à contemporaneidade, exemplos do sentir pelos olhos de artistas que foram seduzidos, de algum modo, pela luz de Lisboa.

E porque a luz prateada de reflexos no rio, a luz do nascer do dia ou do sol poente é sempre mágica, a cidade também tem vindo a ser palco de muitos filmes e cartazes de objeto publicitário, que surpreendiam no final desta exposição.

Para quem passa ou para quem cá vive, a magia da luz de Lisboa é uma realidade que encanta sempre e que importa fruir.