Palestra "O panorâmico de Monsanto como máquina metropolitana"
12 Dez 2017
Palestra por Luís Santiago Baptista

12 de dezembro, terça-feira, 18h30 | Museu de Lisboa - Palácio Pimenta (Campo Grande)

"A ideia de construir um grande restaurante em Monsanto surgiu a seguir à Guerra, concretizada num projecto do final dos anos 50 de Francisco Keil do Amaral, arquitecto dos grandes parques modernos em Lisboa, entre eles o de Monsanto. No entanto, um novo projecto seria desenhado e construído uma década depois pelo arquitecto da camarário Chaves da Costa, a pedido do próprio Presidente da Câmara, revelando-se uma obra em grande medida desalinhada e enigmática. A sua forma dá-lhe o nome de panorâmico, um edifício de composição afirmativa e monumental, lançado no ar com uma vista de quase 360º, um refúgio no alto do parque florestal para ver a cidade, propondo uma visão ocular sobre o skyline moderno de Lisboa então em grande transformação. Partindo de um programa relativamente convencional, vai apurando a sua natureza como verdadeira máquina metropolitana de lazer, com uma expansão de novas valências nocturnas para o subsolo. Decadente e finalmente abandonado com o aproximar do fim do milénio, como que rejeitado pela metrópole que quis celebrar, o Panorâmico tornou-se agora miradouro, aguardando um concurso que o faça renascer das cinzas como uma fénix." 

Luís Santiago Baptista



Luís Santiago Baptista é arquiteto e desenvolve uma actividade multifacetada, compreendendo a prática profissional, a docência universitária, a investigação e crítica de arquitectura, o comissariado de exposições e a edição de publicações. Organizou em conjunto com a arquitecta Maria Rita Pais o projecto Viagem ao Invisível, que culminou numa exposição patente no Teatro Thalia no Verão de 2017, no qual o Panorâmico de Monsanto foi um dos casos de estudo.


Entrada livre, sujeita à lotação

 

© João Brito Geraldes, 1967, Arquivo Municipal de Lisboa