Palestra "Termas e balneários de quando os lisboetas eram mesmo olisiponenses" por Pilar Reis
24 Jan 2019

Termas e balneários de quando os lisboetas eram mesmo olisiponenses

Os edifícios termais romanos são um exemplo do virtuosismo e esplendor da arquitetura clássica e um símbolo do cosmopolitismo romano. Se a eles nos podemos aproximar através das ruínas que se conservaram, estudando as técnicas construtivas e as engenhosas soluções para criar ambientes aquecidos, também o podemos fazer pela palavra escrita preservada nas assim chamadas fontes clássicas. A sua popularidade foi imensa. Em quase todas as cidades romanas existiram termas públicas, afincadas junto ao fórum, ou nos seus acessos principais, convivendo com edifícios mais modestos, alugados como negócio, e com balneários privados que as domus mais fastuosas integravam no seu interior. Eram espaços fundamentais no quotidiano clássico. Na Lusitânia conservam-se bons exemplos desta arquitectura urbanista e Lisboa não é exceção. É sobre estes edifícios, hoje mascarados pela metrópole e de como neles se banhavam os olisiponenses que se fará esta conferência. 

 

 

Maria Pilar Reis, arqueóloga, doutorada pela Universidade de Coimbra com tese sobre a arquitectura termal romana nas cidades da Lusitânia. Investigadora do Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo da Fac. Arquitectura do Porto. Colaboradora do Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da Fac. Letras de Coimbra.

 

24 de janeiro, 18 horas 

Entrada gratuita, sujeita à lotação do espaço.