Vieira Lusitano. A partir de 3 DESENHOS
22 Out 2019 a 23 Fev 2020
Exposição temporária

Francisco de Matos Vieira (1699-1783), conhecido como Vieira Lusitano, partiu para Roma em 1712, sob a proteção de Rodrigo de Meneses e Almeida (1676-1733), 1.º marquês de Abrantes. Estudou com os pintores Benedetto Lutti (1666-1724) e Francesco Trevisani (1656-1746) e foi o primeiro português a ser galardoado com um prémio da academia romana de S. Lucas. Regressado a Lisboa em 1721, entrou ao serviço do rei D. João V, tendo sido nomeado pintor régio em 1733 e «desenhador e abridor» da Academia Real de História no ano seguinte. Em 1744, obteve o hábito de Cavaleiro da Ordem de Santiago. Em 1774, após a morte de sua mulher, Inês de Lima, o pintor recolheu-se ao convento do Beato António, em Xabregas, onde escreveu a sua autobiografia: O insigne pintor e leal esposo. Foi ainda nomeado honorificamente primeiro diretor da Academia do Nu, criada em 1780 por Cyrillo Volkmar Machado (1748-1823), mas veio a falecer três anos depois, amargurado e retirado do ofício de pintor.

Lisboa foi tema e destino de grande parte da sua obra. Muitas realizações perderam-se com o Terramoto de 1755, como o inacabado ciclo para a sacristia da igreja patriarcal, ou o teto da igreja dos Mártires. Entre a obra que ainda subsiste, realçam-se as telas para a capela de Santo António na igreja de São Roque, São Francisco despojado dos hábitos seculares, que se preserva na igreja do Menino Deus, e Santo Agostinho calcando aos pés a heresia, obra destinada ao convento da Graça e hoje no Museu Nacional de Arte Antiga.

A aquisição de dois desenhos de Francisco Vieira Lusitano pelo Museu de Lisboa dá o mote a esta exposição. Nela se assinalam os 260 anos do atentado a D. José e se apresenta investigação recente e inédita sobre parte do acervo do Museu.

 

 

Inauguração da exposição: 22 outubro 2019, 18h30

23 outubro 2019 - 23 fevereiro 2020