Alegoria ao atentado régio sofrido por D. José I

Francisco Vieira de Matos (1699-1783)

1759-1760

Sanguínea s/ papel

Dimensões: 585 X 820 mm

MC.DES.1792

Palácio Pimenta

Desenho alegórico relativo ao atentado sofrido por D. José I, quando este regressava à Real Barraca da Ajuda, após um encontro com a marquesa de Távora, com quem, segundo a prova processual, mantinha uma relação amorosa.  

Na obra, três cavaleiros apontam os seus bacamartes, quer para o rei, quer para o boleeiro que conduz a sege real. Na parte superior da composição, uma Sagrada Família preside a corte protectora do monarca, onde se evidencia o anjo custódio do reino secundado por outro anjo que empunha estandarte em que se inscrevem as iniciais J.M.J. (Jesus Maria José). Na parte direita da composição são representadas figuras maléficas, cobertas por um manto, e serpentes que enleiam aos rodados do carro e as patas dos cavalos.