Largo do Chafariz de Dentro

Robert

Séc. XIX

Óleo s/ tela

Dimensões: 595 mm X 730 mm

MC.PIN.307

Palácio Pimenta

Perspetiva do Largo do Chafariz de Dentro no séc. XIX, local que adotou o nome do chafariz aí existente. Anteriormente designado como Chafariz dos Cavalos, graças às suas bicas de bronze em forma de cabeça de cavalo, desconhece-se a data da sua edificação, podendo ter origem romana. A partir do séc. XIV passou a ser conhecido com a atual denominação, por ficar dentro da muralha fernandina.

Alfama fazia parte de uma das áreas ocupadas pelo povoado pré-romano, correspondendo à zona oriental da colina do Castelo. O povoamento era limitado pela própria topografia do terreno, com áreas de declive muito acentuado e pela linha de água que percorria todo o vale de Alfama (onde mais tarde surgiu a Rua da Regueira) e que desaguava junto ao atual beco do Espírito Santo. No lado direito da pintura está representada a Rua dos Remédios.

Reportando à cidade medieval, na parte alta, próximo da Alcáçova, localizavam-se grande parte dos palácios, residências da nobreza e altos funcionários da coroa. À medida que se descia em direção ao rio, aglomeravam-se, em ruelas e becos, habitações de uma população maioritariamente ligada a atividades marítimas. Esta realidade seria mantida até inícios do séc. XVI, época em que a nobreza, à semelhança do próprio rei D. Manuel I, optou por construir as suas casas junto à zona ribeirinha, surgindo um novo contexto urbanístico definido pela afirmação de uma nova imagem da cidade.

Após o Terramoto de 1755, a reconstrução de Alfama manteve o traçado irregular que já detinha.