Malgas e prato

Produção da região de Lisboa

Séc. XVI – XVII

Cerâmica esmaltada a branco

Dimensões: Malgas – 68 x 142 mm; 70 x 154 mm; Prato - 70 x 140 mm

Proveniência: Praça da Figueira (Hospital Real de Todos –os-Santos)

ML.ARQ.835; ML.ARQ.836; ML.ARQ.837

Palácio Pimenta

As cerâmicas recuperadas pela arqueologia, constituem uma fonte de informação para compreender aspetos do quotidiano na época quinhentista e seguinte. Neste contexto, as intervenções realizadas na Praça da Figueira, revelaram diversificado espólio dos séculos XVI a XVIII, do antigo Hospital Real de Todos-os-Santos. Destaca-se um tipo de louça branca, representativo da primeira fase de produção de faianças em Lisboa, por contraponto à loiça de barro vermelho (barro comum). 

A crescente adesão a este tipo de peças relaciona-se com as alterações dos hábitos à mesa, traduzidas numa individualização do seu uso, mais consentânea com as dietas alimentares da altura. Exumaram-se loiças marcadamente utilitárias, usadas nos armários de farmácia e nas enfermarias para servir comida aos doentes. De referir ainda os púcaros, os recipientes mais comuns utilizados para beber por toda a população. Peças deste tipo, de fabrico mais fino, foram adotadas pelas elites, aparecendo muitas vezes no rol de dotes nupciais ou nas encomendas para ofertas.