Marujo

E. J. Maia

Dez de 1846

Tinta-da-china e aguarela s/ papel

Dimensões: 320 X 227 mm

MC.DES. 1624.03

Palácio Pimenta

Desenho de marinheiro negro tocando guitarra portuguesa. Numa perspetiva rasante, ao fundo, o mar onde se vê um veleiro. 

É uma constante ao longo da história de Lisboa a afluência de correntes migratórias de “gentes” de vários pontos do país que, atraídos por maiores facilidades de trabalho, aí chegavam em busca de melhores condições de vida. Esta circunstância originou a consolidação de uma população caracterizada pela coexistência entre grupos permanentes e flutuantes. Alguns constitui-se-iam enquanto figuras típicas que marcaram todo um imaginário citadino.

Cruzando diariamente a cidade, introduziram uma nota de pitoresco no quotidiano da capital, servindo de temática a inúmeros registos pictóricos realizados por viajantes estrangeiros, com maior incidência ao longo do séc. XIX, compilados em Álbuns de Viagens, comummente designados de Álbuns de Costumes, e mais tarde em colecções de postais ilustrados.