Planta e alçado da cascata do topo norte do Passeio Público

Malaquias Ferreira Leal

1839

Tinta-da-china e aguarela, s/ papel

Dimensões: 458 X 653 mm

MC.DES.384

 

Palácio Pimenta

Projecto para a construção de cascata no Passeio Público, jardim de criação pombalina de 1760 que, para lá do Rossio, se prolongava até à Rua da Alegria, onde seria reamatado por este elemento arquitectónico que fecharia cenograficamente o topo norte do jardim, e onde havia duas entradas laterais. 

Em 1834 foi determinada a remodelação do Passeio Público. As obras, dirigidas pelo arquitecto camarário Malaquias Ferreira Leal, consistiram essencialmente na demolição do muro de alvenaria existente, sendo este substituído por um gradeamento “à francesa”, assente sobre um muro de cantaria; no alargamento da sua área, com um aumento de cerca de trinta metros no seu comprimento e de mais vinte metros na sua largura; e em diversas alterações no seu interior, a última das quais, já depois de 1840, com a construção de uma cascata, coincidindo com a entrada norte do jardim.

Com estas remodelações e com a iluminação a gás, a partir de 1851, o Passeio Público permitiu a plena satisfação do desejo da nova sociedade burguesa da Lisboa de meados do séc. XIX. 

Na sequência das obras de abertura da Av. da Liberdade, realizadas no âmbito do plano urbanístico que levou ao crescimento da cidade para norte, este equipamento acabaria por vir a ser demolido no ano de 1879.