Praça do Comercio da Cidade de Lisboa

Gaspar Frois Machado (atribuído)

Séc. XVIII (2ª metade)

Gravura colorida

Dimensões: 625 mm X 435 mm

MC.GRA.978

Palácio Pimenta

Vista da Praça do Comércio tirada do rio, inspirada no projecto de Eugénio dos Santos. A praça, delimitada por três alas dispostas em U, abre-se ao rio, ao qual se acede por três cais de pedra, com escadaria. Junto ao rio os dois torreões rematam as alas laterais e um arco de triunfo marca o eixo de ligação ao interior da cidade. A centralidade formal e simbólica da praça é dada pela uma estátua equestre de D. José I, do escultor Machado de Castro, remetendo para o modelo das Praças Reais europeias.

A mudança do antigo Terreiro do Paço para Praça do Comércio reflecte o modelo ideológico no qual se baseou a Reconstrução Pombalina. É nesse contexto que se inclui, igualmente, a edificação daquele que se considera o primeiro exemplo de estatuária pública de época moderna e a petrificação de elementos associados ao poder, como o Arco do Triunfo, que tradicionalmente eram de arquitectura efémera. Cenograficamente enquadrada, a praça surge assim como espaço representativo da ideologia do poder.