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Ser escravo e liberto na Lusitânia

O que nos dizem as inscrições latinas

06 jun 202418h – 19h

Sílvia Teixeira, UNIARQ-FLUL

Entrada livre

+ 12 anos | 60 minutos

As inscrições latinas, protagonistas da exposição Dez Histórias de Liberdade, são o ponto de partida desta palestra de Sílvia Teixeira, doutorada em Arqueologia pela Faculdade de Letras de Lisboa.

O fenómeno da escravatura foi indispensável ao desenvolvimento económico e sociocultural de Roma e de todas as regiões sob o alcance do Império, que assimilaram, à sua maneira, os hábitos e costumes romanos. Aqui se inclui a província romana da Lusitânia, onde a escravatura assumiu contornos particulares consoante as características das várias partes deste território.

Ao gravarem de forma perene as perceções, ideias e atitudes de escravos e libertos (grupo que designa os escravos após a sua libertação), as inscrições em pedra são um meio privilegiado para o estudo desta temática. São-nos dados a conhecer, entre outros, os nomes destes indivíduos e dos seus donos/patronos, as relações familiares e de amizade, os deuses que cultuavam ou as profissões que desempenhavam.

As informações que estas inscrições nos trazem pintam um cenário dinâmico e multifacetado sobre o fenómeno da escravatura, trazendo-nos histórias de sobrevivência, adaptação mas também sucesso, que atestam a importância dos escravos e libertos no contexto da civilização romana fora da Península Itálica. Estes grupos podem ser entendidos como essenciais à compreensão das transformações culturais induzidas pelo processo de romanização na Lusitânia.

Aficionada da Epigrafia latina e História e sociedade romanas, tópicos sobre os quais tem publicado diversos artigos e apresentado comunicações em congressos, tanto nacionais como internacionais (https://ulisboa.academia.edu/SílviaTeixeira), Silvia Teixeira faz parte da rede internacional TOLETVM, dedicada ao estudo da Península Ibérica na Antiguidade, e da The British Epigraphy Society.

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© Museu de Lisboa